
A manhã vai longa e os nervos ultrapassam a barreira da loucura. Respiro o âmago da floresta, como se acariciasse as curvas do teu corpo, e beijo a fresquidão da placidez. E quando calcorreio as veredas do céu, o areal embrulha-me a delicadeza. Sorrio, iço a epiderme e olho para o azul infinito. Junto às pestanas de uma nuvem mais grossa encontro um cartaz, “A cidade sem sorrisos”, e penso que nunca vi ninguém puramente feliz.
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