
Uma paisagem elegantemente emoldurada por talha dourada. Eu gosto, tu não gostas, Ficamos sem jeito, desconcertados, pela pouca união que nos une. Uma viagem para fugir ao quotidiano louco e repetitivo. Eu quero um País, tu queres outro. Acabamos por ficar em casa, em frente ao televisor, com o aborrecimento estampado no rosto e na voz. E sucessivamente, e sucessivamente, até ao infinito dos nãos somados pelas vontades. Porém a palavra interminável finda, para espanto dos que ainda acreditam no futuro, dos que ainda pensam que o céu está coberto por rosas vermelhas, como se o sol e a noite não possam ser substituídos por algo diabolicamente insuspeito.
O modernismo avança por cima dos cadáveres ressequidos pelo desgosto, pela mágoa do adeus sem volta, na indiferença obsessiva do fútil social. A uma velocidade que os fracos de espírito ou os camaleões com falhas técnicas não suportam. E acabam por desesperar e por morrer desconexos no meio humano, numa valeta de cimento.
O modernismo avança por cima dos cadáveres ressequidos pelo desgosto, pela mágoa do adeus sem volta, na indiferença obsessiva do fútil social. A uma velocidade que os fracos de espírito ou os camaleões com falhas técnicas não suportam. E acabam por desesperar e por morrer desconexos no meio humano, numa valeta de cimento.
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